Aula Demonstrativa de Zumba

BANER Q48

Zumba: Curiosidades Sobre a Modalidade

Beto Perez, criador da Zumba, veio ao Brasil em 2013 para ensinar novas variações de Zumba aos instrutores brasileiros: Acqua Zumba (dança na água), Zumba Gold (para a Terceira Idade), Zumba Kids (para crianças), Zumba Sentao (aula para tonificar o corpo com a ajuda da cadeira) e Zumba Step (com o uso do acessório). Ele também é o encarregado de selecionar as trilhas sonoras que tocarão nas aulas. Muitas canções disponíveis para os instrutores são feitas em parceria com cantores famosos, como Claudia Leitte, Pittbull, Wicleff Jean, Victoria Justice e Sean Paul

Criada acidentalmente há 13 anos, a Zumba, aula que reúne diversos ritmos com coreografias divertidas e fáceis de seguir, tornou-se um sucesso mundial. A modalidade conta com 15 milhões de adeptos no mundo inteiro e está presente em 200 mil pontos espalhados por mais de 180 países. Seu inventor, o colombiano Beto Perez, comemora a boa fase e é categórico ao afirmar que a Zumba não sairá de moda.

Ainda que a empresa não divulgue o faturamento com os cursos e treinamentos, o módulo básico no Brasil para se tornar um professor de Zumba não sai por menos de R$ 450 reais. A marca também aposta em roupas, calçados e pulseiras estilizadas para os instrutores e adeptos da modalidade. Uma calça cargo (larga e com tecido confortável) custa R$ 140 reais, enquanto o preço médio de um tênis é R$ 300 reais.

Perez conta como a Zumba foi desenvolvida e descreve as novas variações que chegam ao país. Além disso, revela algumas curiosidades, como o hábito de participar de aulas nos países que visita sem se identificar, até ser flagrado pelos instrutores.

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Como surgiu a ideia de criar a Zumba?

Beto Perez – A Zumba nasceu por acidente, quando eu tinha uns 16, 17 anos e dava aulas de aeróbico e de step. Certo dia esqueci minhas músicas de aeróbica em casa e a única fita que eu tinha na mochila era de músicas que havia gravado das rádios. Expliquei para os alunos que íamos fazer uma aula diferente e comecei a improvisar por uma hora. Ao fim da aula, as pessoas estavam felizes, sorridentes e suando, e o mais importante era que eu estava muito contente. Uma hora de aula passou como se fossem 20 minutos. Nesse momento eu pensei: "É isto que eu quero fazer pro resto da minha vida: dançar e ser pago por isso".

Quais foram os passos seguintes para aperfeiçoar a modalidade?

Perez – Terminei de estudar dança na minha cidade, Cáli, na Colômbia, e depois estudei fitness para combinar o mundo da dança com o aeróbico. Creio que fui pioneiro nisso. A primeira etapa do processo de criação das aulas de Zumba começou no meu país. Eu dava aulas que na época eram chamadas de rumba, que significa "Let's party" ("Vamos festejar", em tradução livre). Lá fiz escola, fiquei famoso na cidade e me mudei para Bogotá, capital da Colômbia, para dar mais aulas e ser coreógrafo de alguns artistas, como a Shakira.

O que aconteceu depois?

Perez – Eu me mudei para Miami, nos Estados Unidos, em 2001. Fui com o sonho americano e cheguei sem dinheiro, dormi noites na rua até uma academia me dar oportunidade de dar aulas. As classes começaram a ficar cheias e eu comecei a ficar famoso na cidade. E foi nesse período que eu conheci meus sócios Alberto Perlman e Alberto Aghion, pois as mães deles tinham aulas comigo. A gente se reuniu e viu potencial em fazer algo, mas ainda não sabíamos o quê, exatamente.

O que vocês resolveram fazer para popularizar a dança?

Perez – Começamos a gravar vídeos com o apoio de uma produtora e criar DVDs de Zumba. Aos poucos, muitos professores começaram a escrever para a gente dizendo que tinham vontade de ensinar a modalidade. Então criamos um departamento de educação. Com o crescimento do número de instrutores, começaram a chegar outras demandas e criamos mais coisas. As pessoas viam como eu me vestia e queriam roupas parecidas, o que fez com a gente lançasse a nossa linha de roupas. A mesma coisa aconteceu com os games e as novas aulas de Zumba para crianças, idosos, na água, com a cadeira e para tonificar o corpo.  A Zumba virou um "lifestyle". Hoje as pessoas tatuam o nome e me veem como um idealizador de tudo isso. Nunca esperei, mas aconteceu...

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